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Maria Maria: Vinhos de Minas Gerais

Maria, Maria
É o som, é a cor, é o suor
É a dose mais forte e lenta
De uma gente que ri
Quando deve chorar
E não vive, apenas aguenta

Quando o cantor e compositor mineiro Milton Nascimento passou por Três Pontas, no sul de Minas Gerais, na época em que o parreiral da Fazenda Capetinga estava sendo implantado, Milton brincou com Eduardo Junqueira Nogueira Junior:  “Eduardinho do céu, você é doido. Nunca ouvi falar em plantar uvas aqui no Sul de Minas ’’. Desde aquele momento, o nome do projeto foi decidido.

Acervo: Vinícola Maria Maria
Acervo: Vinícola Maria Maria

Em 2006, Eduardo, quinta geração de uma tradicional família de cafeicultores do Sul de Minas Gerais, decidiu iniciar o projeto de seu próprio vinhedo após receber a recomendação médica devido a um ataque cardíaco sofrido por ele: uma taça de vinho tinto por dia! Assim, as mudas foram encomendadas e, no final de 2009, as primeiras videiras foram plantadas na Fazenda Capetinga, em Três Pontas, no Sul de Minas. Em 2009 foram plantados 5,2 hectares com as variedades Syrah, Cabernet Sauvignon e Sauvignon Blanc.

maria-maria-sryahEm 2012 foi realizado mais um plantio de syrah devido ao destaque produtivo e qualitativo que as plantas apresentaram na fazenda. E atualmente o parreiral é composto de 12 hectares, sendo: 6 hectares de Syrah, 2,5 hectares de Sauvignon Blanc, 2,5 hectares de Chardonnay (para a produção de espumante) e 1 hectare de Cabernet Sauvignon.

Situado no município de Boa Esperança – MG, as vinhas foram plantadas sob latossolo vermelho, com alta fertilidade. O clima na região é bem definido com inverno seco e verão chuvoso. A média pluviométrica é de 1.400 mm anuais. Vale salientar que a região tem a cafeicultura como base de sua economia, sendo que o parreiral encontra-se cercado por cafezais.

Os primeiros vinhos foram obtidos da safra de 2012 da variedade syrah e em 2013 mais 3 vinhos foram produzidos, tinto e rose da uva syrah e um vinho branco da uva sauvignon blanc.

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Acervo: Vinícola Maria Maria

Outro ponto curioso em relação aos vinhos, é que cada vinho vai ter o nome de uma mulher, e como na criação de cavalos e gado, se dará na ordem alfabética esta nomeação. Por exemplo, na primeira safra, os vinhos se chamaram Agda (syrah 2013), bisavó de Eduardo; Ada (branco 2013), tia avó de Eduardo e Anne (rosê 2013), sua cunhada. E assim vão continuar os nomes, na safra 2015 serão 2 vinhos Bel (branco 2015) e Bia (tinto 2015).

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Maximo Boschi: vinho brasileiro de guarda

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Daniel e Renato. Acervo: Maximo Boschi

A Vinícola Maximo Boschi, localizada no Vale dos Vinhedos, em Bento Gonçalves, traz uma das mais diferenciadas propostas entre os produtores de vinho brasileiro: elaborar e levar à nossa taça vinhos de guarda de altíssima qualidade. A história se inicia com o tradicional DNA italiano que carrega vinho em seu sangue! Assim, Renato Antônio Savaris, neto da família, se fez enólogo e depois sócio-fundador da vinícola Maximo Boschi, a partir do fruto do sonho de seu avô em elaborar os próprios vinhos.

 

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Vinhedos Maximo Boschi. Acervo da vinícola

Renato Antônio Savaris e Daniel Dalla Valle – dois enólogos apaixonados pelos vinhos de guarda elaborados no velho continente – plantaram suas uvas e, no ano de 2000, houve a primeira colheita da vinícola, com uvas em plena maturação. Como o projeto consistia em elaborar vinhos de guarda, com estas uvas especialmente maturadas, o vinho desta vindima começou a ser comercializado apenas no ano de 2005, quando a trajetória comercial da vinícola iniciou.
Inicialmente, Daniel e Renato elaboravam apenas vinhos tranquilos, hoje a linha conta com espumantes de alta gama, com períodos entre 12 e 36 meses de maturação e vinhos que são comercializados, em média, após 10 anos da colheita das uvas que o elaboraram. A arte e o encantamento, juntamente com a dedicação para o cultivo de uvas ideais, guiam a Vinícola Maximo Boschi e seus autores na elaboração de vinhos brasileiros longevos.

gil_2944A vinícola conta com 60% de uvas de produção própria. São em torno de seis hectares plantados em Bento Gonçalves, divididos entre as uvas Merlot, Chardonnay, Pinot Noir e Riesling Itálico. Os 40% restantes são produzidos por produtores parceiros assistenciados pela vinícola, das regiões da Campanha Gaúcha, Serra do Sudeste e Campos de Cima da Serra. Dentre as uvas adquiridas dos produtores encontram-se as variedades Cabernet Sauvignon, Merlot e Chardonnay. Os vinhos de guarda da vinícola são elaborados exatamente com as uvas da Campanha Gaúcha e pequenas quantidades de Campos de Cima da Serra, adquirida junto a produtores parceiros.

Atualmente a vinícola conta com duas linhas: Maximo Boschi, que carrega a essência da vinícola em elaborar vinhos e espumantes de guarda; e Boschi, vinhos que buscam expressar o terroir da Serra Gaúcha de maneira purista – vinhos sem o uso de carvalho e
espumantes mais jovens e refrescantes. São três rótulos de vinhos e três de espumantes na linha Maximo Boschi e três rótulos de espumantes e um de vinho na linha Boschi.

A vinícola conta com um espaço no Vale dos Vinhedos – Bento Gonçalves, dedicado apenas a elaboração e expedição dos produtos. Apesar de não contar com espaço turístico, pode-se visitar a empresa mediante agendamento via canais de contato disponíveis no site da vinícola (www.maximoboschi.com.br).

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Casa Perini: vinhos de Farroupilha

Vínicola Casa Perini. Acervo: Casa Perini
Vínicola Casa Perini. Acervo: Casa Perini

A vinícola Casa Perini está localizada na Serra Gaúcha, sub-região do Vale Trentino, em Farroupilha, Rio Grande do Sul. Sua história iniciou em 1876 com a chegada da família Perini ao Brasil.

Em 1929, o filho de imigrante italiano João Perini começou a elaborar seus primeiros vinhos de forma artesanal no porão de sua casa, quando os fornecia para cerimônias festivas da comunidade local, no Vale Trentino, em Farroupilha. Quatro décadas após o patriarca iniciar sua modesta produção seu filho, Benildo Perini, viria a promover mudanças maiores.

“Em outubro de 1970 resolvi ampliar os negócios da família, fundando a Casa Perini. Motivado e apaixonado por transformar a uva em vinho, busco a cada ano aperfeiçoar a vinícola com equipamentos, tecnologia e equipe qualificada, pois sem uma equipe profissional a arte de elaborar vinhos perde criatividade e talento. E o que seria de qualquer arte sem esses elementos?”

A  Casa Perini utiliza o sistema de espaldeiras em forma de “Y”, no qual a livre circulação de ar e a maior incidência de raios solares sobre as vi­deiras proporcionam uvas com grande concentração de açúcares e matérias corantes, indispensáveis para à elaboração de vinhos de qualidade superior.  Além disto, a região de Farroupilha recebeu recentemente a Indicação de Procedência para a uva Moscato, o que afirma que a região é especialista em produzir está variedade, este reconhecimento foi aprovado pela OIV (Organização Internacional do Vinho e da Vinha).

Espaldeiras em forma de Y. Acervo: Casa Perini
Espaldeiras em forma de Y. Acervo: Casa Perini

Com uma extensa linha de produtos, a vinícola tem como destaque em sua produção os vinhos das uvas: Merlot, Moscato, Cabernet Sauvignon, Tannat, Chardonnay, Pinnot Noir, Marselan, Barbera, entre outras – ao todo são 92 hectares de vinhedos próprios – o que coloca a vinícola entre as maiores do Brasil.

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Entre os rótulos de maior destaque estão: Perini Quatro (Vinho ícone), a linha Casa Perini Espumantes (Brut, Brut Rose, Prosseco, Demi-sec, Moscatel, Moscatel Rose Aquarela e Casa Perini 18 meses 1.5L), Linha Fração Única (Cabernet Sauvignon, Merlot e Chardonnay) e Osaka (vinho rose).

 

Familia Perini. Acervo: Casa Perini
Familia Perini. Acervo: Casa Perini

 

“Meu pai sempre enfatizou que o valor real da terra existe quando associado ao trabalho árduo ao longo dos anos. É, sem dúvida, um legado que carrego e busco perpetuar “Benildo Perini (Fundador e Diretor da Casa Perini).

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Luiz Porto Vinhos de Minas Gerais

A vinícola Luiz Porto Vinhos Finos encontra-se dentro da Fazenda do Porto, propriedade localizada no município de Cordislândia, MG, e fundada em 1980. Especializada na produção de diversas culturas, principalmente café, leite e cavalos, há cerca de 10 anos a família Porto decidiu transformar sua paixão por vinhos em negócio e passou a investir no cultivo de uvas de excelente qualidade.

Entre as castas cultivadas em 15 hectares na bela fazenda se destacam a Syrah, Cabernet Sauvignon, Cabernet Franc e Chardonnay. A produção se divide em 2 linhas: Dom de Minas – vinhos jovens que surpreendem por sua originalidade e são ótimos acompanhamento para a culinária mineira e a linha Luiz Porto – vinhos elegantes que compõem a linha premium da vinícola.

Técnica de plantio inovadora

Assim como existem os vinhos de altitude na Serra Catarinense, em Minas temos os vinhos de inverno, através do processo chamado CICLO INVERTIDO (Clique aqui para saber mais.)

Divulgação Luiz Porto
Divulgação Luiz Porto

Neste processo, as uvas são colhidas no inverno e não no verão como acontece em todo mundo. O processo foi desenvolvido por Murilo Albuquerque que não por acaso está ligado a três novas vinícolas mineiras.

As uvas que brotam naturalmente na primavera e se desenvolvem no verão tem seus cachos já formados entre os meses de janeiro e fevereiro quando é feita a poda das videiras, derrubando todas as frutas ainda verdes.

A planta então faz um esforço e, novamente, brotam os cachos que assim crescem durante o outono favorecidos pelo clima ensolarado com dias quentes. Com isso as uvas ficam maduras no início do inverno quando é feito a colheita com o fruto equilibrado em termos de acidez e açúcar para fazer um vinho de qualidade.

Para garantir a brotação outonal dos ciclos é utilizado o Dormex, que estimula o processo. Ao longo de todo o processo de crescimento das uvas, é preciso proteger as uvas maduras e suculentas do ataque dos pássaros.

Não deixe de visitar a vinícola num agradável passeio de final de semana no interior de Minas Gerais – mais informações, clique aqui!

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Vinhedos Capoani: vinhos para a alma

A referência “vinícola boutique” faz mais sentido quando conhecemos a história e os produtos da Vinhedos Capoani. Ainda que a vinícola não incorpore o rótulo “boutique” em sua marca, acreditamos que ela representa bem o que melhor há no conceito:

– Apenas 13 hectares de plantação: com 6 castas, sendo as principais Merlot, Chardonnay, Pinot Noir e Gamay!
– Produção média por rótulo de apenas 3 mil garrafas anualmente!
– Design arrojado de suas garrafas.
– Vinhos de forte personalidade e feitos para tornarem-se lembranças para a alma.

A história se inicia em 1973 quando Volmir Luis Capoani plantou as primeiras videiras em Bente Gonçalves e ao longo de mais de 3 décadas forneceu uvas para importantes vinícolas brasileiras. Em 2009, com o falecimento de Volmir, seu filho, Noemir Capoani e seus netos William e Renan, assumem a gestão da vinícola e iniciam o projeto de produção do próprio vinho – um antigo sonho da família Capoani.

Acervo: Vinhedos Capoani
Acervo: Vinhedos Capoani

 

A vinícola está localizada em Bento Gonçalves e os vinhedos divididos entre Bento Gonçalves e Monte Belo do Sul (logo do lado de Bento) também localizada no Vale dos Vinhedos.

O sistema de condução das videiras é 100% espaldeiras e os vinhedos mais antigos possuem 15 anos, enquanto os mais novos 5 anos. Estão localizados em terras não muito altas, de 600 metros de altitude e em solos de características argilosas, baixa fertilidade e baixo teor de matéria orgânica. Uma excelente combinação para proporcionar uvas com alta concentração de açúcar e ideais para passar pelo processo de fermentação.

Em sua essência a Vinhedos Capoani busca a elaboração de vinhos e espumantes, explorando a identidade regional com olhar nas aspirações dos consumidores modernos que buscam produtos com atitude inovadora.

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Uma prova da atitude inovadora da vinícola é o seu rótulo de gamay. Um vinho jovem, perfeito para o verão brasileiro. Sua temperatura ideal de serviço é 11 graus, sendo um vinho agradável e com todas as boas características da casta, como se encontram nos seus melhores pares franceses.

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Guaspari: Vinho paulista premiado na Europa

A Vinícola Guaspari está localizada em Espírito Santo do Pinhal – SP, em altitudes entre 800 m e 1.300 m. Lá as noites são frescas e a ótima insolação durante o dia proporcionam uma amplitude térmica entre 10  e 15°C na época da colheita, semelhante à das grandes regiões europeias. Soma-se a isso um solo seco – com boa drenagem – e granítico, o que é especialmente indicado para uvas destinadas à produção de vinhos de alta qualidade.

A colheita, diferentemente da Europa, ocorre no inverno e não no verão! Isto porque no interior paulista os invernos são secos e a ausência de chuva contribui para a melhor maturação das uvas.

Acervo: Vinícola Guaspari
Acervo: Vinícola Guaspari

A origem do nome da vinícola foi uma homenagem do proprietário à sua família, que a nomeou com o mesmo sobrenome de sua esposa e seus filhos. A Vinícola Guaspari traduz a paixão e o espírito empreendedor de uma família que se dedicou a transformar uma antiga fazenda de café em uma bela e instigante vinícola.

É uma história sobre assumir riscos, ousar e testar os limites para o cultivo de parreirais, abrindo novas fronteiras para a vitivinicultura do Brasil e colocando a região de Espírito Santo do Pinhal no mapa dos vinhos de alta qualidade no mundo.

Em 2016 a produção foi de 80 mil garrafas, divididos em 6 rótulos (2 brancos, 3 tintos e um rosé). No final de 2016 a Guaspari lançará um novo rótulo branco da uva Viognier, e para 2017 ela está prevendo o lançamento de um branco da uva Chardonnay, um tinto de Corte Bordalês e eventualmente um Pinot Noir de produção extremamente limitada.

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Villaggio Bassetti: máxima qualidade em vinhedos de altitude

A encantadora Vinícola Villaggio Bassetti localizada em São Joaquim no estado de Santa Catarina, carrega em sua história tradição, paixão e técnica. A vinícola traz no DNA das famílias Pioli e Bassetti os conhecimentos e as paixões milenares desenvolvidas pelos italianos.

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Casa e Vinícola Pioli no Paraná. Acervo: Vinícola Villaggio Bassetti

As famílias Pioli e Bassetti se encontram nos arredores de Curitiba, no planalto paranaense, onde Juca Pioli produzia seus vinhos artesanais para deleite da família e encantamento dos netos, que levavam seu sobrenome e o do genro, marido da filha única. É a partir desta história que José Eduardo Pioli Bassetti, engenheiro químico, encontrou em São Joaquim as condições geo-climáticas que considerou necessárias para produzir vinhos de qualidade. O vinho estava no sangue do neto como estava do avô. Só o sonho era maior: produzir o melhor vinho do Brasil em plena altitude.

Os vinhos da Villaggio Bassetti comprovam a máxima: um novo terroir trabalhado com paixão e dedicação pode apresentar, na taça, vinhos encantadores.

Acervo: Villaggio Bassetti
Frio rigoroso no inverno de Santa Catarina. Acervo: Villaggio Bassetti

O clima frio da região retarda e alonga o ciclo das videiras contribuindo para um perfeito amadurecimento das uvas. O solo pedregoso ajuda na rápida drenagem das águas da chuva. O resultado são uvas sadias e ricas em polifenóis e açúcares naturais.

Verão quente e seco. Acervo: Villaggio Bassetti
Verão quente e seco. Acervo: Villaggio Bassetti

O verão é determinante para diferenciar a região escolhida: seco e ameno! Chove pouco entre os meses de janeiro e maio, menos ainda na época da colheita que inicia no final de março e se estende até o início de maio. Apesar de dias quentes, podendo chegar a 29°C, as noites são frescas, com temperaturas que chegam aos 6°C, mesmo em janeiro.

Atualmente são produzidas na vinícola 26.500 garrafas de vinhos por ano, resultado de investimentos ao longo dos últimos 11 anos: os primeiros vinhedos (plantados em 2005) foram 2 hectares de Merlot e 2 hectares de Cabernet Sauvignon, uvas que resultaram no delicioso rótulo Montepioli – carro chefe da vinícola com produção anual de 7mil garrafas.

Em 2006, inicia-se o plantio de Pinot Noir e Sauvignon Blanc, seguramente a uva que encontrou nas altas e frias terras de São Joaquim a sua melhor expressão no Brasil! Assim, rapidamente, José Eduardo Pioli Bassetti tratou de expandir e dedicar seu carinho ao plantio de mais 2 hectares de Sauvignon Blanc nos anos de 2009 e 2010.

A linha Villaggio Bassetti apresenta os seguintes rótulos:

Acervo: Villaggio Bassetti
Acervo: Villaggio Bassetti

Rosé – 5.000 garrafas produzidas anualmente
Sauvignon Blanc – 6.000 garrafas
Montepioli – 7.000 garrafas
Primiero – 1.600 garrafas
Ana Cristina – 3.500 garrafas
Donna Enny – 600 garrafas
Selvaggio – 300 garrafas
Roberto – 2.500 garrafas

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3 gerações de dedicação ao vinho: Vinícola Góes

Tudo começou no início do século XX com o casal Benedito de Moraes Góes e Maria das Dores de Lima Góes que lavraram terras em São Roque – SP – até encontrar um vale cujo solo montanhoso e clima seco e rigorosamente faziam brotar uma belíssima e promissora área para o plantio de uvas viti viníferas.

Enoturismo em São Roque - SP. Acervo Vinícola Góes
Enoturismo em São Roque – SP. Acervo Vinícola Góes

Em 1913 nasceu Gumercindo de Góes que viu a primeira safra dos seus pais, Benedito e Maria das Dores, ser colhida quando tinha apenas 7 anos de idade. Este é o marco inicial da vinícola de maior renome e que foi a percursora do enoturismo na região conhecida como Vale das Adegas no interior paulista.

Em 1938, iniciou a produção artesanal. Já em 1946, cerca de 1000 litros de seus vinhos eram transportados pela Estrada de Ferro Sorocabana. Em 1963, Gumercindo e seus filhos fundaram a Viti-Vinícola Góes. A marca foi uma homenagem ao sobrenome e às origens da família.

Salto qualitativo e vinho premiado

Acervo: Vinícola Góes
Acervo: Vinícola Góes

Hoje na terceira geração, a Vinícola Góes produz em torno de 10 milhões de litros ao ano e possui três unidades fabris, sendo duas em São Roque (SP), as quais contam com videiras próprias localizadas próximas ao complexo turístico da empresa, e a terceira em Flores da Cunha, na Serra Gaúcha, nascida da joint venture formada em 1989 com a família Venturini.

No total a empresa é constituída por 130 funcionários, sendo 90 na área industrial. O grupo é hoje administrado por filhos e netos do fundador, que agradecem as lições de vida deixadas por ele, prometendo seguir em frente com muito orgulho, muita determinação e muito carinho, os seus ensinamentos.

Seu novo e premiado rótulo, o Góes Tempos Philosophia da uva Cabernet Franc Reserva é um vinho tinto fino seco, produzido exclusivamente com uvas paulistas e reconhecido como o vinho mais representativo da safra 2014, em sua categoria, na 22ª Avaliação Nacional dos Vinhos (Bento Gonçalves, RS). 100% Cabernet Franc, cultivada na cidade de São Roque – SP.

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Vallontano: Vinhos nobres

A Vallontano iniciou suas atividades no ano de 1999 no Vale dos Vinhedos, em Bento Gonçalves, Rio Grande do Sul. A proposta da Vallontano é a de trabalhar com métodos não intervencionistas preservando as características conferidas pelo solo e pelo clima de seus vinhedos, respeitando assim seu terroir.

Acervo pessoal: Café Vallontano no inverno
Acervo pessoal: Café Vallontano no inverno

Atualmente são produzidas 45 mil garrafas de vinhos finos e espumantes por ano, entre eles, o reconhecido 100% Merlot Reserva 2008, um jovial e refrescante vinho branco feito 100% com uvas chardonnay e o Espumante LH Zanini Extra Brut elaborado com uvas chardonnay e pinot noir (sempre em destaque entre os melhores espumantes brasileiros!)

Na Vallontano, prima-se pela técnica e pelo conhecimento em detrimento da tecnologia. Segundo o seu enólogo, Luís Henrique Zanini: “Vinho é arte, é poesia, é expressão da personalidade. Para ser um vinhateiro é preciso sensibilidade, é preciso humanidade. De nada adianta mestrados e doutorados, se perdermos nossa identidade.”

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Uma das grandes expressões da vinícola é o seu vinho Merlot Reserva 2008 com passagem em barricas de carvalho francesas por 8 meses e elaborado seguinte as tradições da vinícola. Apenas 8.500 garrafas foram produzidas e expressam o que há de melhor da safra 2008 na região sul do país. Este vinho é uma ótima harmonização com Massas, frango, porco, queijos macios como Brie ou Camembert e queijos azuis como Gorgonzola e Roquefort.

Quando você for visitar o Vale dos Vinhedos em Bento Gonçalves não deixe de parar na vinícola e aproveitar o tempo no Vallontano Café, um espaço sempre aberto para renovar as energias, conhecer a linha de produtos e aproveitar uma pausa no meio do seu dia para seguir o passeio pelas vinícolas do vale.